FILO2025 encerra com programação plural e debates qualificados
- EGD

- 13 de dez. de 2025
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Entre os dias 8 e 12 de dezembro, a Escola Gaúcha de Direito promoveu a Semana da Filosofia do Direito – FILO2025, evento acadêmico realizado em formato online que reuniu professores e pesquisadores do Brasil e do exterior para uma semana de debates sobre teoria do direito, filosofia política e temas centrais do pensamento jurídico contemporâneo. A programação foi marcada por exposições densas, diversidade teórica e boa participação do público acadêmico.
A abertura do evento, na segunda-feira, contou com a conferência de Alon Harel (foto), que tratou da autoridade judicial diante de normas manifestamente injustas, explorando os limites morais da interpretação e da aplicação do direito. A conferência, mediada pelo prof. Guilherme Matzenbacher Petry, chegou a contar com centenas de alunos simultaneamente.
Em seguida, Roberto Beijato apresentou uma reflexão sobre o direito como sistema aberto, destacando a interação entre normas, valores e realidade social. Encerrando o dia, Erika Neder abordou a teoria das capacidades e suas implicações para o direito das pessoas com deficiência, conectando justiça social e inclusão.
Na terça-feira, Álvaro de Azevedo Gonzaga analisou aspectos existenciais e sociais da vida contemporânea, refletindo sobre solidão, sentido e direito na modernidade. Na sequência, Mauricio Dal Castel discutiu o pensamento de Michel Foucault e as tecnologias modernas de controle social, com atenção especial aos mecanismos jurídicos e institucionais de vigilância.
A quarta-feira iniciou com a conferência internacional de Dimitrios Kyritsis e Matthew Lewans, que debateram a separação de poderes a partir da noção de bem comum, articulando teoria constitucional e filosofia política.
Na quinta-feira, Sebastián Sancari refletiu sobre o sentido da nação no interior do Estado moderno, dialogando com teoria constitucional e identidade política. Em seguida, Leonardo Simchen Trevisan abordou a atualidade do pensamento de Tomás de Aquino, destacando as noções de justiça e bem comum oitocentos anos após sua obra. O dia foi encerrado com o lançamento do livro Modernidade em Bauman, dedicado a leituras críticas da modernidade líquida.
A programação da sexta-feira iniciou com Victor Viterbo, que analisou criticamente os direitos individuais em John Locke. Em seguida, foi realizada a Mostra Científica da FILO2025, com apresentação de trabalhos selecionados. O encerramento contou com a conferência de Ricardo Marquísio, sobre os fundamentos morais do Estado de Direito e o debate em torno do positivismo jurídico, e, por fim, com José Arthur Sedrez, que tratou da crise da representação política do Estado e das implicações contemporâneas da soberania.
O evento contou com expressiva participação de público ao longo de toda a semana, reunindo estudantes, pesquisadores, docentes e profissionais do Direito de diferentes regiões do país e do exterior. As salas virtuais mantiveram bom nível de audiência em todas as atividades, com presença constante do público nas conferências internacionais, nos debates teóricos e na Mostra Científica, além de participação ativa por meio de perguntas e comentários. Esse engajamento contínuo evidenciou o interesse acadêmico despertado pela programação proposta e confirmou a capacidade da FILO2025 de mobilizar um público qualificado em torno de temas centrais da filosofia do direito e da teoria política contemporânea.
Com uma programação equilibrada e abordagem plural, a FILO2025 reafirmou o compromisso da Escola Gaúcha de Direito com o debate acadêmico qualificado, a circulação internacional de ideias e o estímulo à reflexão crítica no campo da filosofia do direito e da teoria política.





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